Baseado em evidências

CBD e Doença Inflamatória Intestinal: Pesquisa e Compreensão Atual

A doença de Crohn e a colite ulcerativa compõem as chamadas doenças inflamatórias intestinais (DII): condições inflamatórias incômodas que afetam o trato digestivo. Saiba aqui como o CBD pode ser usado no tratamento dessas doenças e o que as pesquisas atuais dizem a respeito.

Artigo escrito por
Justin Cooke , postado a 4 meses atrás

Doenças inflamatórias intestinais podem ser devastadoras para os pacientes.

Não é apenas a dor ou as urgências do intestino – elas interferem em todos os aspectos da sua vida, de matar o trabalho constantemente a situações constrangedoras difíceis de prever.

Foi demonstrado que um composto encontrado na planta de cânhamo, chamada canabidiol – ou CBD para abreviar – pode oferecer uma série de benefícios para alguns dos sintomas negativos das doenças inflamatórias intestinais.

O tratamento das DII pode ser resumido com os cinco Rs: remover alimentos que desencadeiam uma reação, reduzir a inflamação e a resposta imune excessiva, reparar a parede intestinal ao se apoiar a saúde do microbioma, restaurar a função da parede intestinal e repor as vitaminas e minerais que não são adequadamente absorvidos pelo intestino danificado.

As evidências mais recentes dos benefícios do CBD para doenças inflamatórias intestinais mostram redução da inflamação, que por sua vez ajuda a reparar a parede intestinal e restaurar a saúde do ambiente intestinal.

Aqui, explicaremos como o CBD funciona e porque as pessoas com doenças inflamatórias intestinais estão usando o CBD para tratar seus sintomas mais debilitantes.

  • Tabela de Conteúdo

Resumo: Usando CBD para Doença de Crohn e Colite Ulcerativa

O CBD influencia muitos dos mensageiros químicos envolvidos no controle de inflamações. Este fantástico extrato vegetal faz isso ao agir em receptores dentro do nosso sistema endocanabinoide.

Mas o que é o sistema endocanabinoide?

O sistema endocanabinoide, ou SEC, é um complexo conjunto de receptores encontrados por todo o corpo, encarregado, dentre outras coisas, de regular a inflamação e o peristaltismo (movimento dos intestinos) nas vísceras e a resposta ao estresse no cérebro [1].

No caso da doença de Crohn e da colite ulcerativa, foi demonstrado que o CBD pode fornecer os seguintes benefícios:

  • Redução dos processos inflamatórios;
  • Interrupção do ciclo de inflamações crônicas e sensibilidade no intestino ao bloquear a atividade de células imunes importantes [2];
  • Redução da dor, enviando mensagens químicas ao cérebro que atuam nos receptores opioides e podem diminuir nossa percepção da dor [3].

Como foi demonstrado que o CBD reduz a inflamação e interage com os receptores do SEC diretamente nos intestinos, ele é um suplemento promissor para ajudar a aliviar alguns dos sintomas da doença inflamatória intestinal.

O Que É Doença Inflamatória Intestinal?

Doença inflamatória intestinal (DII) é um termo genérico que abrange duas condições intimamente relacionadas que afetam o trato digestivo: a colite ulcerativa e a doença de Crohn.

Vamos ver qual é a diferença entre as duas.

1. Colite Ulcerativa

A colite ulcerativa (CU) é definida como uma inflamação de longo prazo do intestino grosso e cólon. A inflamação se torna tão intensa que, eventualmente, forma úlceras e erosões nas paredes do intestino.

O dano extensivo às paredes do intestino pode reduzir a quantidade de nutrientes que conseguimos absorver pelo trato digestivo e, consequentemente, afetar nossa capacidade de manter substâncias nocivas fora da corrente sanguínea (síndrome do intestino gotejante).

Pessoas com colite ulcerativa costumam ter menos bactérias saudáveis ​​e mais espécies prejudiciaisquando comparadas a pessoas saudáveis – uma condição chamada disbiose.

A disbiose leva a distúrbios no ambiente intestinal por causa dos metabólitos produzidos pelas bactérias mais nocivas. Estes metabólitos causam inflamação, que por sua vez danificam ainda mais a superfície das paredes intestinais.

Tudo isso leva a um ciclo de inflamação que se torna cada vez pior com o tempo [4].

Sintomas da colite ulcerativa:

  • Dor (muitas vezes severa)
  • Cólicas
  • Necessidade urgente de ir ao banheiro
  • Sangue nas fezes
  • Fraqueza
  • Alergias frequentes
  • Mudanças de humor

2. Doença de Crohn

A doença de Crohn também é resultado de uma inflamação de longo prazo. No entanto, a inflamação relacionada à doença de Crohn ocorre em trechos descontínuos – diferente da colite ulcerativa, que pode afetar todo o trato digestivo.

Estes trechos inflamados da doença de Crohn são mais comuns no final do intestino delgado, onde ele se conecta ao intestino grosso (região chamada de íleo terminal).

A inflamação da doença de Crohn é profunda. Quando comparada à colite ulcerativa, que afeta apenas a camada mucosa do intestino, a doença de Crohn se estende desde a mucosa até a camada exterior – causando dores intensas e perda da função digestiva.

Assim como na colite ulcerativa, a disbiose do ambiente intestinal também está presente na doença de Crohn. Espécies nocivas que “vencem” da flora bacteriana saudável causam estragos ao produzir metabólitos indutores de inflamação, piorando os sintomas progressivamente.

Sintomas da doença de Crohn:

  • Dor no trato digestivo
  • Sintomas autoimunes
  • Perda ou ganho de peso
  • Dores de cabeça
  • Fadiga
  • Diarreia/constipação

Como as DII São Identificadas?

As doenças inflamatórias intestinais levam de três a cinco meses para serem diagnosticadas a partir do aparecimento dos primeiros sintomas.

Os médicos consideram o histórico médico pessoal e familiar, além de exames físicos, laboratoriais e de imagem para confirmar suas suspeitas antes de diagnosticar a doença.

As DII geralmente são diagnosticadas pela primeira vez entre as idades de 20 e 30 anos, mas podem permanecer sem diagnóstico por anos antes de serem descobertas. Os sintomas costumam ser muito sutis e difíceis de perceber até que a doença progrida.

As Causas das Doenças Inflamatórias Intestinais

As causas da colite ulcerativa e da doença de Crohn ainda não são bem compreendidas.

No entanto, foi comprovado que quatro fatores ambientais podem afetar os genes de pessoas predispostas à condição – o que significa que certos fatores ambientais podem desencadear a doença.

Os quatro fatores que podem desencadear as DII são:

  • Tabagismo
  • Dietas pobres em fibras e ricas em gorduras saturadas
  • Infecções intestinais bacterianas
  • Baixos níveis de vitamina D [4]

Como mencionamos, a inflamação é um problema tanto na colite ulcerativa quanto na doença de Crohn. Sendo assim, faz sentido que todos os fatores de risco acima causem inflamação diretamente ou promovam a disbiose nos intestinos. Este desequilíbrio da população bacteriana leva então à síndrome do intestino gotejante e, como vimos, ainda mais inflamação.

A genética desempenha um papel importante, uma vez que nossos genes são determinantes do nosso sistema imune e nosso sistema imune é determinante da nossa flora intestinal. É por isso que certas pessoas têm mais chances de desenvolver DII.

Se acrescentarmos escolhas ruins de estilo de vida à receita, as chances de se ter DII aumentam ainda mais [5].

Como as DII São Tratadas?

1. Mudanças na dieta

O principal objetivo aqui é restaurar o microbioma intestinal, permitindo que as bactérias benéficas se multipliquem em vez das prejudiciais.

Mudanças na dieta podem incluir:
  • Aumentar o consumo de fibras
  • Comer mais frutas e vegetais
  • Reduzir o consumo de gordura saturada
  • Comer mais alimentos anti-inflamatórios

2. Mudança no estilo de vida

Estresse e falta de exercícios físicos estão intimamente ligados aos sintomas de DII. Se movimentar regularmente (circulando a linfa) e praticar técnicas de redução do estresse, como meditação, reduzem a intensidade dos surtos.

Mudanças no estilo de vida podem incluir:
  • Exercício físico diário
  • Ioga e meditação
  • Mais exposição ao sol (para aumentar os níveis de vitamina D)
  • Pelo menos oito horas de sono por noite
  • Identificação e eliminação de gatilhos do estresse

3. Medicamentos

Os principais medicamentos para DII incluem:
  • Antiespasmódicos, como a diciclomina, que reduzem os espasmos dos músculos intestinais. São estes espasmos que causam dor e desconforto nas pessoas que sofrem de DII. 
  • Antidepressivos. Antidepressivos tricíclicos ou inibidores seletivos da recaptação de serotonina são frequentemente utilizados para tratar as DII. O primeiro é melhor para DII com predominância de diarreia e o segundo para DII com predominância de constipação.
  • Antibióticos. Alguns estudos demonstraram que tomar o antibiótico Rifaximina reduz a gravidade dos sintomas de alguns pacientes [6].
  • Transplante fecal. Sim, é isso mesmo que você leu. Fezes doadas de um indivíduo saudável são transplantadas para o cólon da pessoa com DII. Este processo introduz bactérias saudáveis nos intestinos afetados [7].

O Que É CBD?

O CBD é o principal composto não-psicoativo da planta de cannabis. Ele funciona atuando no sistema endocanabinoide – aquela série de receptores que já mencionamos e que forma uma via de comunicação através dos sistemas nervoso e imune.

Pesquisas identificaram dois tipos principais de receptores endocanabinoides: os receptores CB1 e CB2 [8].

  • Os receptores CB1 estão localizados na parede da mucosa e na camada neuromuscular do cólon [9];
  • Os receptores CB2 são encontrados em células do sistema imune [10].

Os receptores endocanabinoides são encontrados em todo o sistema nervoso, seja no encéfalo ou nas células que regulam a atividade neuronal. É por isso que há tanto interesse em utilizar fitocanabinoides para tratar qualquer condição médica neurológica ou relacionada, incluindo as DII.

O sistema nervoso é o sistema regulatório que permite que o cérebro “converse” com os outros órgãos do corpo. Entender como o SEC funciona nos permitirá fazer uso de certas vias e bloquear sintomas não desejados e/ou condições debilitantes [12].

Como o CBD Pode Ajudar Contra as DII

1. O CBD Diminui a Inflamação

Foi demonstrado que o CBD diminui a inflamação relacionada a muitos tipos diferentes de doenças inflamatórias – inclusive as DII.

Uma das maneiras através das quais ele faz isso é influenciando o ciclo normal das nossas células. Ele se liga a receptores celulares conhecidos como receptores de adenosina A2, que controlam quais moléculas são produzidas e secretadas pelas células ao redor do corpo [16]. Isso impede que as células liberem compostos que desencadeiam e perpetuam o processo inflamatório, interrompendo efetivamente a inflamação em sua origem.

Uma segunda maneira pela qual o CBD diminui a inflamação na DII é através de seu efeito sobre os receptores CB1 do próprio sistema endocanabinoide, impedindo que células especializadas conhecidas como mastócitos liberem histamina [17], um poderoso composto inflamatório associado a alergias.

2. O CBD Pode Apoiar o Microbioma

Há indícios de que o CBD também pode impactar a saúde do microbioma. Acredita-se que um microbioma disfuncional seja uma das principais causas de doenças inflamatórias intestinais.

Algumas pesquisas iniciais sugerem que o sistema endocanabinoide está envolvido na manutenção de uma diversidade saudável de microrganismos na parede intestinal [13]. No entanto, mais pesquisas são necessárias para entender esse efeito com mais detalhes.

3. O CBD Pode Aliviar a Dor Abdominal

O CBD também modula a sensação de dor ao impedir que certos neurônios enviem estímulos. Isso ocorre diretamente no local em que os endocanabinoides secretados encontram seus receptores.

Embora tenha sido demonstrado que os endocanabinoides afetam também os receptores opioides indiretamente, é importante lembrar que eles trabalham em seu próprio sistema e não interferem com outras vias reguladoras de dor. É por isso que o CBD não tem as mesmas propriedades aditivas da morfina [15]. 

Dicas Para Usar o CBD Contra as DII

Passo 1: Obtenha um óleo, cápsula ou supositório de CBD de alta qualidade e espectro completo

O CBD vem em muitos formatos diferentes, então sempre existe um produto certo para cada tipo de pessoa.

Se você não se importa em ingerir cápsulas, elas são uma excelente opção para pessoas com colite ulcerativa ou doença de Crohn.

O óleo de CBD é outra boa escolha, já que é fácil de dosar, demora para ser quebrado no trato intestinal (o que garante que ele vai atingir a área alvo) e tem validade longa.

Os supositórios também são uma boa opção, mas podem ser desconfortáveis. Eles são particularmente bons para a DII que afeta especificamente o cólon – a última seção do trato digestivo, logo antes do ânus.

Não importa qual produto de CBD você escolher, sempre siga as instruções na embalagem, especialmente para os supositórios.

Para mais informações sobre como encontrar os melhores produtos de CBD, confira alguns dos nossos guias:

Passo 2: Avalie a dosagem inicial ideal

Dosar o CBD pode ser um desafio para novos usuários. A tabela abaixo vai te ajudar com algumas sugestões de dose diária dependendo do seu peso e força de CBD desejada; mas, se você realmente quer se aprofundar no assunto, não deixe de dar uma olhada no nosso guia completo.

Ao usar o CBD pela primeira vez, recomendamos tomar a menor dose e aumentá-la lentamente durante uma semana. Aliás, esta é uma maneira sensata para iniciar o uso de qualquer novo suplemento – assim você vê como ele afeta seu corpo individualmente.

Ingestão diária recomendada de CBD baseada no peso e força desejada (em mg de CBD)
Peso (kg) Força Baixa Força Média Força Alta

45 kg

10 mg

30 mg

60 mg

56 kg

13 mg

38 mg

75 mg

68 kg

15 mg

45 mg

90 mg

79 kg

17 mg

52 mg

105 mg

90 kg

20 mg

60 mg

120 mg

102 kg

22 mg

67 mg

135 mg

113 kg

25 mg

75 mg

150 mg

Passo 3: Tome o CBD por um mês, depois reavalie

Seus sintomas de DII não apareceram da noite para o dia – eles levaram meses ou até anos para se manifestar, e a verdade é que vai demorar um pouco para controlá-los também. Com paciência e perseverança, a DII pode ser administrada.

É importante ser consistente com o CBD (ou com qualquer outra medicação) ao se tratar a DII.

É também uma boa ideia fazer anotações ao iniciar o tratamento, assim você tem uma base de comparação para ver se está melhorando.

Responda às seguintes perguntas em suas anotações:
  1. Em uma escala de 1-10, qual é a intensidade da sua dor? Sendo 10 a pior dor da sua vida.
  2. Quais são seus sintomas e com que frequência eles aparecem? Por exemplo: inchaço, diarreia, cólicas.
  3. Quantas vezes você foi ao banheiro hoje?
  4. Existe algum sintoma novo?
  5. Algum sintoma desapareceu?

Depois de um mês de uso constante, volte e responda a estas perguntas novamente. Houve melhorias? Alguma coisa piorou?

É provável que leve entre um a seis meses de uso regular de CBD para que qualquer mudança perceptível seja notada. Seja paciente e persistente.

E o mais importante: sempre converse com seu médico antes de iniciar um tratamento com qualquer suplemento, inclusive o CBD.

Conclusão: Usando o CBD para DII

O CBD pode ser um excelente complemento para o tratamento dos sintomas da DII graças a seus benefícios anti-inflamatórios e analgésicos. Ao diminuir a inflamação, apoiar a população de bactérias saudáveis no intestino e diminuir o peristaltismo, o CBD pode oferecer alívio às pessoas que sofrem tanto de colite ulcerativa quanto de doença Crohn.

Ao mesmo tempo em que o intestino se recupera, a saúde do microbioma também se recupera, reduzindo ainda mais os sintomas e restaurando a função protetora do revestimento intestinal.

Para melhores resultados, recomenda-se o uso de óleos ou cápsulas de CBD na faixa de potência mais forte; por outro lado, os supositórios são uma boa opção para pessoas com DII que envolve especificamente o cólon.

Não se esqueça de começar sempre com uma dose pequena e aumentá-la com o tempo – e de escolher produtos de alta qualidade e sem contaminantes.

E lembre-se: a DII é uma condição que envolve diversos fatores e demora anos para se desenvolver. Para tratá-la adequadamente, você precisará de paciência, acompanhamento médico e da combinação certa de tratamentos específicos para você.

Referências

  1. Sharkey, K. A., & Wiley, J. W. (2016). The Role of the Endocannabinoid System in the Brain-Gut Axis. Gastroenterology, 151(2), 252–266. doi:10.1053/j.gastro.2016.04.015
  2. De Filippis, D., Esposito, G., Cirillo, C., Cipriano, M., De Winter, B. Y., Scuderi, C., … Iuvone, T. (2011). Cannabidiol reduces intestinal inflammation through the control of neuroimmune axis. PloS one, 6(12), e28159. doi:10.1371/journal.pone.0028159
  3. Manzanares, J., Julian, M., & Carrascosa, A. (2006). Role of the cannabinoid system in pain control and therapeutic implications for the management of acute and chronic pain episodes. Current neuropharmacology, 4(3), 239–257.
  4. Zhao, H.; Zhang, H.; Wu, H.; Li, H.; Liu, L.; Guo, J.; … Zhang, X. (2012). Protective role of 1,25(OH)2 vitamin D3 in the mucosal injury and epithelial barrier disruption in DSS-induced acute colitis in mice. BMC Gastroenterology. https://doi.org/10.1186/1471-230X-12-57
  5. Mawdsley, J. E.; e Rampton, D. S. (2005). Psychological stress in IBD: new insights into pathogenic and therapeutic implications. Gut, 54 (10), 1481-1491.
  6. Saadi, M.; e McCallum, R. W. (2013). Rifaximin in irritable bowel syndrome: rationale, evidence and clinical use. Therapeutic advances in chronic disease, 4 (2), 71–75. doi:10.1177/2040622312472008
  7. Wen, W.; Zhang, H.; Shen, J.; Wei, L.; e Shen, S. (2018). Fecal microbiota transplantation for patients with irritable bowel syndrome: A meta-analysis protocol. Medicine, 97 (40), e12661. doi:10.1097/MD.0000000000012661
  8. Massa, F.; Storr, M.; e Lutz, B. (2005). The endocannabinoid system in the physiology and pathophysiology of the gastrointestinal tract. Journal of molecular medicine, 83 (12), 944-954.
  9. Wright, K.; Rooney, N.; Feeney, M.; Tate, J.; Robertson, D.; Welham, M.; Ward S. (2005) Differential expression of cannabinoid receptors in the human colon: Cannabinoids promote epithelial wound healing. Gastroenterology. 129 (2):437–453.
  10. Atwood, B. K.; e Mackie, K. (2010). CB2: a cannabinoid receptor with an identity crisis. British journal of pharmacology, 160 (3), 467-479. doi:10.1111/j.1476-5381.2010.00729.x
  11. Kozela, E.; Juknat, A.; e Vogel, Z. (2017). Modulation of Astrocyte Activity by Cannabidiol, a Nonpsychoactive Cannabinoid.International journal of molecular sciences, 18 (8), 1669. doi:10.3390/ijms18081669
  12. Lu, H. C.; e Mackie, K. (2016). An Introduction to the Endogenous Cannabinoid System. Biological psychiatry, 79 (7), 516–525. doi:10.1016/j.biopsych.2015.07.028
  13. DiPatrizio N. V. (2016). Endocannabinoids in the Gut. Cannabis and cannabinoid research, 1 (1), 67–77. doi:10.1089/can.2016.0001
  14. Aviello, G.; Romano, B.; e Izzo, A. A. (2008). Cannabinoids and gastrointestinal motility: animal and human studies. Eur Rev Med Pharmacol Sci, 12 (Suppl 1), 81-93.
  15. Manzanares, J.; Julian, M. D.; e Carrascosa, A. (2006). Role of the cannabinoid system in pain control and therapeutic implications for the management of acute and chronic pain episodes. Current neuropharmacology, 4 (3), 239-257.
  16. Liou, G. I.; Auchampach, J. A.; Hillard, C. J.; Zhu, G.; Yousufzai, B.; Mian, S.; … e Khalifa, Y. (2008). Mediation of cannabidiol anti-inflammation in the retina by equilibrative nucleoside transporter and A2A adenosine receptor. Investigative ophthalmology & visual science, 49 (12), 5526-5531.
  17. Samson, M. T.; Small-Howard, A.; Shimoda, L. M.; Koblan-Huberson, M.; Stokes, A. J.; e Turner, H. (2003). Differential roles of CB1 and CB2 cannabinoid receptors in mast cells. The Journal of Immunology, 170 (10), 4953-4962.

Condições que Podem Responder ao Canabidiol