Baseado em evidências

CBD e Autismo: Pesquisa e Compreensão Atual

O autismo é um transtorno do desenvolvimento que abrange problemas nas habilidades sociais e função cognitiva anormal. Recentemente, o óleo de CBD veio à luz como uma opção de tratamento promissora para a condição. Aqui, nós discutimos como ele funciona e como você mesmo pode começar a usá-lo.

Artigo escrito por
Justin Cooke , postado a 1 semana atrás

O transtorno do espectro autista é uma condição cada vez mais comum, geralmente identificada na primeira infância.

Praticamente não existem opções de tratamento eficazes para a condição, que afeta a qualidade de vida e a capacidade de trabalho negativamente.

O CBD é promissor como uma opção de tratamento nova e eficaz para aqueles que sofrem da condição.

Neste artigo, discutiremos como o CBD pode ser utilizado para o autismo, o que a pesquisa diz sobre ele e como você pode escolher o óleo de CBD certo para este caso.

  • Tabela de Conteúdo

Resumo do Uso de Óleo de CBD para o Autismo

O CBD tem muitos usos sugeridos – alguns deles são bem garantidos; outros, nem tanto.

Quando se trata de autismo – uma condição complexa e difícil de tratar – o CBD está se tornando uma nova opção de tratamento promissora.

Durante a última década, houve muito crescimento no interesse de pesquisa nesta área, com estudos cada vez mais poderosos sendo publicados sobre o tema a cada ano.

O óleo de CBD oferece alguns benefícios incríveis tanto para as causas quanto para os efeitos colaterais do autismo, incluindo:

  • Inibição de convulsões
  • Diminuição da gravidade dos sintomas de ansiedade social
  • Alívio de comportamentos viciantes com relação a atividades como vídeo games ou televisão
  • Estabilização de alterações de humor e irritabilidade
  • Promoção de relaxamento e sono

Nota de Advertência para o Uso de Extratos de CBD para o Autismo

É importante lembrar que praticamente todos os benefícios que a planta cannabis demonstrou para o autismo vêm de extratos com concentrações altas de CBD e baixas de THC.

Na verdade, o THC provavelmente piora muito os sintomas.

Portanto, é fundamental que apenas extratos de cânhamo contendo menos de 0,3% de THC sejam utilizados para esta condição.

O que é o Autismo?

O autismo não é uma condição única, mas sim um grupo de distúrbios neurológicos relacionados.

O termo oficial para o autismo é Transtorno do Espectro Autista (TEA), que destaca o fato de que há todo um espectro de transtornos associados a ele – alguns muito mais graves do que outros.

Todas as formas de autismo envolverão pelo menos algum grau de déficit cognitivo. Ele frequentemente afeta as habilidades de comunicação e a capacidade de funcionar na escola, no trabalho ou em outras áreas da vida.

Alguns dos Transtornos Incluídos no Espectro Autista Incluem:

  • Doença de Asperger
  • Síndrome de Angelman
  • Síndrome de Rett
  • Síndrome de Dup15q

Embora o autismo frequentemente traga desvantagens aos comportamentos sociais, em alguns casos (aproximadamente 10%) ele envolve um outro distúrbio conhecido como “síndrome de savant”, na qual os portadores demonstram habilidades matemáticas, em ciências e aptidão artística excelentes.

Os pacientes diagnosticados com esta condição tendem a ser aprendizes auditivos e visuais muito mais fortes e possuem uma excelente memória.

É claro que, no espectro dos distúrbios do autismo, nem sempre é esse o caso.

Quão Comum é o Autismo?

Estima-se que mais de  1% de toda a população possa ter autismo. Isso representa aproximadamente sete milhões e meio de pessoas.

Nos Estados Unidos, estima-se que aproximadamente uma em 59 crianças tenha o transtorno [3], e esse número está aumentando.

Encontrar um plano eficaz de prevenção e tratamento para aqueles que sofrem da doença está se tornando cada vez mais importante

Quais São os Sinais e Sintomas do Autismo?

Os sintomas do autismo podem variar muito de uma pessoa para outra.

No entanto, para classificá-la como sendo transtorno do espectro autista, existem alguns sinais e sintomas gerais que os médicos consideram ao diagnosticar o distúrbio.

Os Sinais e Sintomas do Autismo Incluem:

  • Aversão ao contato visual
  • Interrupções frequentes
  • Raramente compartilham prazer com outras pessoas apontando ou mostrando coisas para os outros
  • Hábitos solitários
  • Dificuldade em continuar a conversa
  • Demonstrar expressões faciais que não correspondem à conversa
  • Tons de voz incomuns (robótica ou cantada)
  • Dificuldade em entender o ponto de vista de outras pessoas
  • Comportamentos repetitivos
  • Interesse anormalmente intenso em determinados tópicos
  • Sensibilidade aumentada a luzes ou sons
  • Irritabilidade
  • Crises epilépticas (20-30% dos casos)

O que Causa o Autismo?

As causas desta condição não são bem compreendidas. Existem apenas muitas teorias. Na realidade, é provável que haja muitos fatores trabalhando juntos para causar essa condição.

O que sabemos é que o autismo é mais comum em pessoas com outros membros da família que têm a condição (ligação genética), em crianças nascidas de pais muito mais velhos (40 anos ou mais), em combinação com outros transtornos (como Síndrome de Down ou Síndrome de Rett) e em crianças gravemente abaixo do peso no nascimento.

Causas Potenciais de Autismo Podem Incluir:

Como o Autismo é Diagnosticado?

O autismo é um distúrbio do desenvolvimento, o que significa que ele se forma durante a primeira infância. O diagnóstico inicial geralmente é feito em torno dos 2 anos de idade, mas pode ser feito em qualquer idade.

Formas mais severas de autismo são mais fáceis de diagnosticar, enquanto formas sutis podem não ser diagnosticadas por décadas.

O método padrão para diagnosticar o autismo é através dos critérios do DSM-5, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.

Os médicos frequentemente monitorarão todas as crianças com exames regulares de saúde para detectar quaisquer sinais de autismo. Se houver algum sinal ou sintoma associado à condição, uma avaliação psiquiátrica adicional pode ser solicitada, embora isso dependa do médico.

Se houver suspeita de autismo, exames de sangue, testes de audição e outras avaliações psiquiátricas são realizadas para descartar qualquer outra condição que possa explicar os sintomas.

Muitas vezes, as crianças que apresentam tendências autistas simplesmente têm dificuldades com a audição, uma vez que isso resulta em sintomas muito semelhantes.

Existem Tratamentos para o Autismo?

Atualmente, não existem tratamentos eficazes para o autismo.

Qualquer medicação ou tratamento é administrado apenas para controlar os sintomas. Isso pode incluir medicamentos ansiolíticos, medicamentos para TDAH, antidepressivos e relaxantes musculares.

Nos últimos anos, o CBD veio à tona como um potencial tratamento para o distúrbio após diversos pais e médicos compartilharem suas histórias de sucesso com a utilização de óleos de CBD em crianças autistas.

Vamos ver como isso funciona e o que as evidências dizem sobre isso.

O CBD pode Ajudar no Autismo?

Em suma, sim. O óleo de CBD oferece alguns benefícios muito interessantes para esta desordem neurológica crônica e altamente complexa.

Antes de entrarmos nos detalhes de como o óleo de CBD pode ser usado para pessoas que sofrem de autismo, vamos rever o que realmente é o CBD e como o sistema endocanabinoide funciona no autismo.

O que é o CBD?

CBD significa canabidiol.

Ele é um dos dois principais canabinoides encontrados na planta de cannabis.

O que são canabinoides?, você pode estar se perguntando.

Eles são um grupo de compostos de plantas que interagem com o sistema endocanabinoide (mais sobre isso mais tarde).

Os dois principais canabinoides são o THC e o CBD. No entanto, há mais de 60 outros canabinoides presentes em concentrações variadas na planta.

Dos dois principais canabinoides, o THC é responsável por produzir efeitos psicoativos, enquanto o CBD não – nem mesmo em doses altas. No entanto, ele traz uma ampla gama de benefícios medicinais, de ansiolítico a estimulante imunológico.

O Sistema Endocanabinoide e o Autismo

Todos os mamíferos têm um sistema de receptores e hormônios/neurotransmissores que coletivamente formam o sistema endocanabinoide.

Este é um sistema diversificado, envolvido com processos de regulação em todo o corpo, incluindo fígado, rim, cérebro e função imunológica.

Ele também desempenha um papel importante na regulação da emoção e da interação social, dois aspectos que são fortemente afetados em pessoas com autismo.

Estudos demonstraram que pessoas com autismo apresentam concentrações mais baixas do principal endocanabinoide do organismo, a anandamida, quando comparadas a pacientes saudáveis [4]. Esta é uma forte indicação de que um sistema endocanabinoide disfuncional está envolvido com os sintomas do autismo.

Alguns estudos chegaram até a ligar o autismo à liberação de ocitocina, o principal neurotransmissor envolvido no reforço de laços parentais e sociais. Este evento parece ser regulado através do sistema endocanabinoide [5].

Como o CBD Melhora os Transtornos do Espectro Autista

Vamos à essência deste tópico.

O autismo é uma condição médica complexa, com muitos fatores diferentes a serem considerados.

Precisamos lembrar que as pessoas com autismo muitas vezes têm baixos níveis de anandamida e alterações tanto na serotonina quanto na dopamina.

O CBD trabalha especificamente otimizando os níveis de anandamida no corpo, impedindo sua quebra e aumentando a taxa de liberação dessa importante molécula reguladora. Isso oferece benefícios diretos, endereçando o que muitos pesquisadores acreditam ser uma das principais causas subjacentes do autismo.

Veja como o CBD Melhora o Autismo:

  1. Reduz a frequência e a gravidade das convulsões [6, 7]
  2. Reduz a gravidade dos comportamentos sociais disfuncionais [6]
  3. Reduz os sintomas de ansiedade social [8]
  4. Alivia comportamentos aditivos [9]
  5. Estabiliza transtornos do humor [11]

1. Convulsões

Em um estudo, os extratos de CBD reduziram as convulsões epilépticas em 89% dos pacientes tratados. Isso é significativo quando se considera o fato de que aproximadamente 20-30% dos pacientes com autismo sofrem convulsões ocasionais ou frequentes.

Há até uma medicação farmacêutica com base em CBD específica para o tratamento de convulsões sendo preparada para chegar ao mercado. Ela se chama Epidiolex.

2. Disfunções no Comportamento Social

As questões de comportamento social são típicas no autismo. Os pacientes muitas vezes têm ansiedade social, incapacidade de se comunicar de forma eficaz e falta de atenção a deixas sociais.

A maioria das pesquisas nesta área nos chega por meio de estudos de caso envolvendo os relatos de médicos e pais que cuidam de crianças autistas que tomam óleo de CBD. Durante o curso do tratamento, estes médicos podem perceber qualquer melhora ou piora no comportamento social.

Em uma tentativa de melhorar nossa compreensão sobre isso, os pesquisadores começaram a fazer estudos sobre modelos de autismo em ratos. Muitos destes estudos observaram melhorias significativas no comportamento de socialização nos ratos afetados após o uso de CBD [12].

3. Ansiedade

A ansiedade é uma área onde o CBD tende a realmente brilhar como opção de tratamento.

Ele funciona através de várias vias no sistema nervoso central associadas ao estresse e à ansiedade [12], começando pelo hipotálamo – o principal regulador da resposta ao estresse e à ansiedade.

O CBD aumenta a sensibilidade desta importante região do cérebro, tornando-a mais receptiva a tensões e, por conseguinte, mais capaz de regular uma resposta apropriada ao stress.

Pessoas com autismo muitas vezes carecem de manejo efetivo do estresse nessa região do cérebro, causando muita ansiedade se houver alguma mudança em sua rotina ou ambiente.

Outros estudos mostraram melhora direta nos escores de ansiedade social em um modelo baseado em falar em público [8].

4. Comportamento Aditivo

Um dos traços comuns das crianças autistas é o comportamento aditivo em relação a atividades indutoras de estimulação, como vídeo games ou televisão [10].

Acredita-se que a principal causa disso seja uma liberação disfuncional de dopamina. Este neurotransmissor desempenha um papel fundamental no centro de recompensa do cérebro, que nos dá uma dose da molécula do bem-estar – a ocitocina – quando fazemos algo que beneficia o corpo.

Em algumas pessoas, como aquelas com autismo ou em pessoas que sofrem de TDAH, os níveis de dopamina são baixos, fazendo com que busquem mais estímulos para obterem a mesma resposta.

Isso facilita o desenvolvimento de um vício em atividades estimulantes como TV e vídeo games.

Foi demonstrado, em testes pré-clínicos, que o CBD inibe o comportamento aditivo melhorando o sistema de recompensa da dopamina – permitindo que os pacientes sejam capazes de encontrar a resposta de recompensa mais facilmente, sem a necessidade de procurar estímulos excessivos [9].

5. Transtornos do Humor

Um achado comum naqueles com autismo são os transtornos do humor.

As formas mais comuns são depressão, ansiedade, transtorno bipolar, mania e psicose. Muitas delas são reguladas pela atividade da serotonina no cérebro.

Foi demonstrado que o CBD reduz a hiperatividade dos receptores de serotonina e tem efeitos semelhantes ao lítio, que é uma medicação farmacêutica comum para estabilização de humor [11].

Usando o Óleo de CBD para o Autismo

Agora que discutimos em detalhes como o CBD pode ser usado para ajudar nos efeitos colaterais do transtorno do espectro autista, vamos explicar exatamente como usar o óleo de CBD de forma eficaz.

Dosando o Óleo de CBD

Encontrar a dose de CBD é talvez a parte mais confusa de todo o processo.

Isso ocorre porque o sistema endocanabinoide é incrivelmente diferente de uma pessoa para outra, tornando difícil saber exatamente quanto CBD é necessário para produzir os efeitos desejados.

Com o autismo, é sempre importante começar com uma dosagem muito baixa e aumentá-la lentamente ao longo do tempo, na medida em que se aprende como ele afeta diretamente o indivíduo. Aqui está um guia recente que fizemos sobre o tópico para te ajudar a começar.

A dose certa é identificada quando você encontrar alívio dos sintomas.

Por que Você Deve Evitar o THC para o Autismo

Foi demonstrado que o THC reduz as concentrações de anandamida, que já arriscam estarem em níveis muito baixos em indivíduos com autismo. Diminuir as concentrações pode piorar os sintomas, ao invés de melhorá-los.

Os canabinoides como o THC e o THCV também podem induzir a ansiedade, que é um dos sintomas mais problemáticos para as pessoas com um transtorno do espectro autista.

Qual Óleo de CBD Devo Usar?

Ao escolher um óleo CBD é importante, como sempre, procurar um de alta qualidade e evitar as opções mais baratas e mal feitas, comuns no mercado.

Estes extratos não são confiáveis e podem conter aditivos prejudiciais.

Para o autismo, você pode optar por um extrato de espectro completo – que inclui todos os outros canabinoides e terpenos encontrados na planta – ou um isolado de CBD.

Extratos de espectro completo contêm outros compostos que potencializam os efeitos do CBD ao melhorar sua absorção (passagem através da barreira hematoencefálica) e podem até mesmo oferecer suporte terapêutico próprio.

Os isolados de CBD não contêm esses outros ingredientes, mas possuem doses mais altas de CBD. A maioria das pesquisas sobre essa condição foi feita usando estes isolados.

Também é importante lembrar de evitar qualquer coisa que inclua THC. De certa forma, ele tem o efeito oposto ao CBD e pode até diminuir ainda mais os níveis de anandamida, agravando a condição. Sempre verifique o frasco quanto à concentração de THC.

Referências

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  4. Karhson, D. S.; Krasinska, K. M.; Dallaire, J. A.; Libove, R. A.; Phillips, J. M.; Chien, A. S.; … e Parker, K. J. (2018). Plasma anandamide concentrations are lower in children with autism spectrum disorder. Molecular autism, 9(1), 18.
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  8. Bergamaschi, M. M.; Queiroz, R. H. C.; Chagas, M. H. N.; De Oliveira, D. C. G.; De Martinis, B. S.; Kapczinski, F.; … e Martín-Santos, R. (2011). Cannabidiol reduces the anxiety induced by simulated public speaking in treatment-naive social phobia patients. Neuropsychopharmacology, 36(6), 1219.
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  11. Rong, C.; Lee, Y.; Carmona, N. E.; Cha, D. S.; Ragguett, R. M.; Rosenblat, J. D.; … e McIntyre, R. S. (2017). Cannabidiol in medical marijuana: research vistas and potential opportunities. Pharmacological research, 121, 213-218.
  12. Murphy, L. L.; Steger, R. W.; Smith, S.; e Bartke, A. (1990). Effects of delta-9-tetrahydrocannabinol, cannabinol and cannabidiol, alone and in combinations, on luteinizing hormone and prolactin release and on hypothalamic neurotransmitters in the male rat. Neuroendocrinology, 52(4), 316-321.
  13. Román, G. C. (2007). Autism: transient in utero hypothyroxinemia related to maternal flavonoid ingestion during pregnancy and to other environmental antithyroid agents. Journal of the neurological sciences, 262(1-2), 15-26.

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