Baseado em evidências

CBD e Diabetes: Pesquisa e Compreensão Atual

Estudos têm demonstrado que aqueles que consomem cannabis regularmente têm menor probabilidade de desenvolver diabetes. Como isso funciona? O óleo de CBD pode ajudar a controlar ou prevenir o diabetes? Nós discutiremos este conceito em detalhes, como ele funciona e como você pode começar a colher os benefícios dessa importante substância química.

Artigo escrito por
Justin Cooke , postado a 1 semana atrás

Aproximadamente uma em cada três pessoas tem diabetes ou pré-diabetes.

Com tantas pessoas sofrendo desta condição, além do fato de que ainda não há cura para ele, há muito espaço para melhorias aqui.

Uma das soluções mais promissoras apresentadas nos últimos anos é o CBD.

Um estudo feito em 2013 observou que os usuários regulares de cannabis apresentavam uma menor incidência de síndrome metabólica, obesidade e diabetes, apesar de estas pessoas geralmente terem dietas piores que a média. Desde então, descobrimos que estes efeitos são devidos ao conteúdo de CBD da maconha que elas estavam usando.

Aqui, nós investigaremos as causas do diabetes e como o CBD pode ser utilizado para melhorar a qualidade de vida de alguém que sofre desta grave condição médica.

  • REVISÃO MÉDICA DE

    Abraham Benavides,Médico

    Atualizado emNovember 07, 2019

  • Tabela de Conteúdo

CBD para Diabetes: Um Resumo

Em breve vamos nos aprofundar neste tópico complexo e fascinante, mas antes, aqui vai um resumo de como o óleo de CBD pode ser utilizado para melhorar os sintomas do diabetes:

  • Combate a obesidade ao reduzir o apetite
  • Protege o fígado dos danos causados pelo diabetes
  • Melhora a capacidade da insulina de regular os níveis de açúcar no sangue
  • Reduz a dor nevrálgica associada ao diabetes
  • Acelera a cicatrização de feridas diabéticas
  • Protege as células secretoras de insulina no pâncreas

O óleo de CBD tem muitos benefícios em relação ao diabetes e existem até alguns medicamentos em uso que usam canabinoides sintéticos como ingrediente ativo.

Este é um tópico amplo e complexo, mas pretendemos dividi-lo em partes facilmente digeríveis para te ajudar a entender exatamente como o óleo de CBD pode melhorar os sintomas do diabetes e por que este canabinoide útil deve estar no radar de qualquer um que procure melhorar os sintomas do diabetes.

O Melhor Óleo de CBD de Espectro Completo para Diabetes

Como você vai entender mais pra frente, quando entrarmos em detalhes sobre como o óleo de CBD é útil para o diabetes, é importante encontrar um óleo de CBD de alta qualidade feito a partir de um extrato da planta inteira, também conhecido como “espectro completo”.

Os canabinoides adicionais, terpenos e outros fitoquímicos todos desempenham um papel na capacidade dos óleos de CBD de combater o diabetes.

Para isso, recomendamos óleos de cânhamo de espectro completo, já que eles oferecem toda a gama de substâncias benéficas encontradas na planta de cânhamo.

O uso de toda a composição fitoquímica proporcionará resultados mais fortes e duradouros do que o uso de isolados de qualquer composto único da planta, incluindo o CBD.

Um Manual Sobre o Diabetes

Antes de entrar no âmago da questão sobre como o CBD funciona para tratar ou prevenir o diabetes, é útil compreender alguns dos detalhes importantes sobre como o diabetes funciona.

O que é o Diabetes?

O diabetes é uma condição metabólica. É uma doença que envolve nossa capacidade de criar energia no corpo.

A maior parte da nossa energia vem do açúcar.

Sempre que comemos alguma coisa, os açúcares daquele alimento entram na corrente sanguínea através do trato digestivo.

As células precisam então usar esse açúcar para promover suas atividades. Infelizmente, o açúcar não consegue entrar na célula sem uma escolta especial, conhecida como insulina.

A insulina é um hormônio liberado pelo pâncreas, responsável por regular a quantidade de açúcar que se movimenta do sangue para as células.

Quando temos diabetes, nos falta insulina suficiente para desempenhar esta função de forma adequada (diabetes tipo 1) ou a insulina que temos está sendo ignorada pelo corpo (diabetes tipo 2). Nos dois tipos, os resultados são os mesmos.

Nossas células começam a passar fome por falta de energia, enquanto o sangue fica espesso de açúcar.

Isso causa todo tipo de problemas para o corpo, especialmente no fígado, pele, rins e sistema cardiovascular.

Em essência, o diabetes é uma doença que envolve disfunção da insulina (ou do órgão que a produz, o pâncreas).

Existem dois tipos de diabetes:

Diabetes Tipo 1

Esta forma de diabetes é muitas vezes referida como diabetes juvenil, pois é uma condição com a qual a pessoa nasce e, portanto, se manifestará ainda na infância.

Ela envolve uma disfunção nas células beta pancreáticas, responsáveis pela produção de insulina.

Esse tipo de diabetes exigirá que o paciente se injete com insulina pelo resto de sua vida, porque seu corpo não produz o suficiente por si mesmo.

Para esses pacientes, o CBD oferece apenas um suporte leve. 

Diabetes Tipo 2

O diabetes tipo 2 é muitas vezes referido como diabetes tardio. Isso porque a pessoa não nasce com ele, mas desenvolve-o ao longo vida. É um processo lento, causado por más escolhas de dieta e estilo de vida.

Sempre que comemos uma refeição rica em açúcar, ela é absorvida rapidamente para a corrente sanguínea.

Isso nos faz sentir energizados imediatamente após a refeição, porque de repente temos um monte de energia disponível.

O pâncreas então se apressa em secretar bastante insulina para mover o açúcar do sangue para as células. Isso acontece porque sempre queremos manter um nível estável de açúcar no sangue: o excesso faz mal e a falta faz mal.

Infelizmente, se a fonte de açúcar que comemos era um carboidrato simples (como doces ou pão branco), ela não dura muito tempo e a insulina rapidamente remove a maior parte do açúcar no sangue – rapidamente até demais, pra falar a verdade – nos deixando cansados e com energia baixa.

Muitas vezes nos referimos a isso como uma “queda” após a refeição.

É o motivo pelo qual muitas pessoas se sentem lentas e com pouca energia cerca de uma hora ou duas depois do almoço.

Ao longo de muitos anos, esses picos e quedas repentinos nos níveis de glicose no sangue treinam o corpo a ignorar a insulina. Ele faz isso em uma tentativa de manter os níveis de açúcar no sangue.

Nós chamamos este estágio de resistência à insulina. É o primeiro passo em direção ao diabetes tipo 2.

Agora nós temos um problema.

Os níveis de açúcar aumentam no sangue, mas diminuem dentro das próprias células, pois a insulina não está sendo devidamente reconhecida. As células então enviam sinais ao cérebro para comer mais, causando apetite por açúcar, mas não importa o quanto comemos, não conseguimos dar às nossas células o que elas querem.

É perigoso ter açúcar demais no sangue. Ele começa a danificar os glóbulos vermelhos, os revestimentos arteriais, os rins e os pulmões. O corpo precisa fazer algo mais para manter os níveis de açúcar no sangue sob controle.

Então, ele se volta para o fígado.

O fígado agora é encarregado de converter todo esse excesso de açúcar em algo mais seguro, como gordura. Este processo leva ao ganho de peso e ao acúmulo de depósitos de gordura no fígado (também chamado doença hepática gordurosa).

Isso dá origem à característica “barriguinha” que muitos diabéticos têm. Ela é causada por depósitos de gordura ao redor do fígado e outros órgãos no abdômen.

Com o tempo, se não for controlado, o diabetes tipo 2 piorará gradualmente e o fígado perderá sua capacidade de converter o açúcar em gordura armazenável. A gordura começará a vazar para a corrente sanguínea, causando aumento dos níveis de triglicérides e colesterol, e os níveis de açúcar no sangue subirão até o ponto em que começam a causar danos aos rins, pulmões, sistema cardiovascular e pâncreas.

Na verdade, todos os diabéticos do tipo 2 em fase tardia acabarão por desenvolver diabetes tipo 1 devido a danos no pâncreas. É por isso que as pessoas com diabetes tipo 2 em estágio avançado precisam tomar injeções de insulina como um diabético do tipo 1.

O CBD oferece alguns benefícios potentes para reduzir o impacto do diabetes tipo 2 e está se tornando uma importante opção terapêutica para pessoas que sofrem desta condição.

O que Causa o Diabetes?

Agora que aprendemos os detalhes sobre como o diabetes funciona e seus diferentes tipos, vamos discutir qual é realmente a sua causa.

O diabetes tipo 1 é uma condição genética, mas também pode ser causado por exposição a substâncias tóxicas. Alguns compostos, como a estreptozotocina, são conhecidos por matarem as células beta do pâncreas, causando diabetes tipo 1. Este composto é utilizado para induzir diabetes em ratos para fins de pesquisa.

Outros compostos, como o fumo passivo e os hidrocarbonetos dos escapamentos de automóveis, também foram relacionados ao diabetes [1], no entanto, a maioria dos casos é causada por fatores genéticos.

O diabetes tipo 2 é causado principalmente por uma dieta rica em carboidratos refinados (açúcares simples), com pouca fibra, pouca gordura e poucos antioxidantes.

Os repetidos picos e quedas nos níveis de açúcar no sangue eventualmente levarão à resistência à insulina, aumentando o apetite e causando mais danos no equilíbrio metabólico do corpo. Este é o caminho para o diabetes.

Como Tratar o Diabetes?

Não há cura para o diabetes, seja do tipo 1 ou do tipo 2.

Tratamentos modernos procuram resolver os sintomas e evitar o que se chama de hiperglicemia (açúcar elevado no sangue).

Isso porque o excesso de açúcar no sangue causa a maior parte dos danos advindos do diabetes. Monitorar os níveis de açúcar no sangue, ter uma nutrição adequada e fazer exercícios regularmente contribuirão para melhorar os efeitos negativos da condição.

Os tratamentos convencionais para diabetes podem incluir:

  • Metformina (melhora a sensibilidade à insulina)
  • Sulfonilureias (promovem a liberação de mais insulina)
  • Meglitinidas (promovem a liberação de mais insulina)
  • Tiazolidinedionas (melhoram a sensibilidade à insulina)
  • Inibidores da DPP-4 (aumentam modestamente os níveis de insulina)
  • Agonistas do receptor GLP-1 (retardam a absorção de açúcar no intestino)
  • Inibidores de SGLT2 (impedem que os rins reabsorvam o açúcar filtrado)
  • Insulina (fornece insulina para diabéticos do tipo 1 e do tipo 2 em estágio avançado)

Outros Tratamentos

Como o diabetes é uma doença do sistema metabólico e é causado principalmente por má alimentação e estilo de vida, faz sentido que algumas das opções de tratamento mais eficazes tenham como alvo essas áreas.

Alguns exemplos incluem:

  • Dieta de Atkins (alta em gorduras e proteínas, baixa em carboidratos)
  • Dieta de Atkins modificada (semelhante à de Atkins, mas com mais foco em refeições ricas em gordura)
  • Dieta cetogênica (baixa em carboidratos, média em proteínas, alta em gorduras)
  • Suplementação de cromo
  • Exercícios regulares
  • Suplementos à base de plantas (canela, ginseng, gymnema, gynostemma)
  • Acupuntura
  • Mudanças no estilo de vida (parar de fumar e de consumir álcool)

Todas essas opções de tratamento são boas e não há um único tratamento para a condição que seja melhor que os outros. O melhor plano de tratamento usará uma combinação das opções acima.

Evidências recentes sugerem outra opção de tratamento por meio do CBD.

O uso deste composto para o diabetes oferece alguns benefícios exclusivos e pode ajudar as outras opções de tratamento a funcionarem ainda melhor.

Aprendendo o Valor Medicinal do CBD

O CBD tem sido objeto de muito estudo nas últimas décadas.

A planta de cannabis, que nos traz o CBD, costumava ser demonizada antes que o valor medicinal de seus compostos – e do CBD em particular – começasse a ganhar os holofotes.

O CBD realmente só começou a ganhar fama depois que uma menininha chamada Charlotte Figi, que sofria de severas crises epilépticas dezenas de vezes por dia, encontrou alívio significativo com o uso do composto. Isso despertou a atenção internacional e fez com que as pessoas olhassem para a parte não psicoativa da planta de maconha com mais interesse.

Desde então, foi demonstrado que o CBD:

  • Reduz a frequência e a gravidade das crises epilépticas
  • Diminui os sintomas de doenças autoimunes
  • Melhora nossa capacidade de detectar e matar células cancerígenas
  • Acelera a cicatrização de feridas
  • Diminui a dor e a inflamação
  • Ajuda a restaurar a homeostase

Este último ponto é o mais importante quando se considera os efeitos do CBD para o diabetes.

Como o diabetes é uma condição que envolve um problema com o equilíbrio do nosso sistema metabólico, o CBD pode oferecer benefícios terapêuticos reais para a causa da doença, ao invés de melhorar apenas os sintomas.

Vamos explicar melhor.

Como o CBD Ajuda no Diabetes

O CBD atua sobre o sistema endocanabinoide do corpo.

Este é um sistema de hormônios/neurotransmissores e receptores encontrados em praticamente todos os órgãos do corpo.

A principal função do sistema endocanabinoide é regular a homeostase (equilíbrio) destes órgãos e seus sistemas.

O corpo tem uma rotina e ele sempre se esforça para mantê-la.

Vamos usar a temperatura corporal como exemplo.

Nós precisamos manter uma temperatura corporal interna de aproximadamente 37 graus Celsius. Quando a temperatura em nosso ambiente cai, o corpo se adapta para gerar mais calor no interior.

Por outro lado, quando a temperatura externa aumenta, o corpo se altera e tenta manter a temperatura interna do corpo mais fria.

Quando esse sistema não funciona, ficamos doentes. É o que acontece durante a insolação ou a hipotermia: o corpo não consegue mais manter o equilíbrio e começamos a deteriorar rapidamente.

O sistema endocanabinoide desempenha um papel fundamental nesse processo, mantendo todas estas métricas o mais próximas possível da média de equilíbrio.

Quando se fala em diabetes, a métrica que estamos tentando manter em equilíbrio é o nível de açúcar no sangue. Quando ele se torna disfuncional, diz-se que temos diabetes.

O sistema endocanabinoide desempenha um papel fundamental nisso e o CBD atua como um otimizador para este sistema, ajudando-o a trabalhar de forma mais eficiente para nos trazer de volta a um estado de equilíbrio e levando consigo os sintomas do diabetes.

Veja como isso funciona.

1. O CBD Torna a Insulina mais Eficaz

Um estudo recente examinou quase 4700 pacientes com diabetes ou pré-diabetes para medir o uso de maconha e a sensibilidade à insulina. Os pesquisadores deste estudo concluíram que “o uso de maconha foi associado a níveis mais baixos de insulina em jejum” [4].

O estudo descobriu que os usuários de maconha tiveram uma diminuição de 17% na resistência à insulina.

Isso sugere que a cannabis torna a insulina mais eficaz em seu trabalho, que é a principal causa do diabetes. Com a insulina funcionando da maneira correta, temos uma capacidade melhor de administrar nossos níveis de açúcar no sangue.

Isso retarda o aparecimento do diabetes e prolonga a expectativa de vida.

Analisando atentamente, os pesquisadores descobriram que, em testes com animais, ratos com sobrepeso ou obesos que receberam cannabis por longos períodos apresentavam um pâncreas mais pesado [5].

Isso demonstra que a cannabis foi capaz de proteger as células beta pancreáticas secretoras de insulina dos danos causados pela obesidade.

Isto é muito importante quando consideramos o fato de que o principal problema com o diabetes é o dano ao pâncreas, eventualmente levando ao desenvolvimento do diabetes tipo 1, mais grave.

O CBD também faz com que a insulina que temos seja mais eficaz [6].

Ele faz isso principalmente através de seus efeitos no combate à obesidade e regulando os hormônios secretados pelas células adiposas (mais especificamente, a adiponectina).

2. O CBD Protege o Fígado

Quando os níveis de açúcar no sangue começam a subir e a insulina se torna incapaz de controlá-los de forma eficaz, o fígado se apresenta para dar conta do recado.

Ele converte o excesso de açúcar do sangue em gordura, que é mais estável para armazenamento.

Isso impede os danos causados por níveis elevados de açúcar no sangue. No longo prazo, no entanto, este processo pode começar a danificar o próprio fígado. Como o fígado armazena gordura, parte dela permanece nas células que o compõem – os hepatócitos. Quando isso acontece, o fígado gradualmente começa a aumentar de tamanho à medida que os depósitos de gordura começam a se formar.

Isso se chama doença hepática gordurosa.

Um dos principais benefícios do CBD é sua capacidade de proteger o fígado da doença hepática gordurosa.

Quando o fígado é lesado durante esse processo, o sistema endocanabinoide fica hiperativo na área, tentando manter o fígado em equilíbrio.

Infelizmente, quando o sistema endocanabinoide se ativa no fígado, ele na verdade piora o problema.

O CBD atua como um modulador para este sistema, diminuindo seu funcionamento quando ele se torna superativo e, assim, diminuindo a progressão da doença [7].

Ao proteger o fígado, podemos retardar a progressão do diabetes.

3. O CBD Auxilia na Perda de Peso

A obesidade é considerada um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes [2].

O CBD oferece benefícios diretos contra a obesidade. Ele reduz o desejo de comer através do sistema de recompensa do cérebro (responsável por hábitos e dependência), bem como através dos receptores endocanabinoides CB1.

Esses receptores são encontrados principalmente no cérebro e no sistema nervoso central, e regulam os hormônios associados à fome [3].

Isso significa que o CBD pode restaurar o equilíbrio do nosso apetite da mesma forma que restaura a homeostase de outras partes do corpo.

Isso nos faz sentir menos fome se temos o hábito de comer demais, mas também pode nos deixar mais famintos se temos o hábito de comer muito pouco (como na anorexia).

Ao comer menos, reduzindo especialmente os alimentos refinados ou ultra processados, podemos reduzir nosso peso e diminuir a progressão do diabetes.

4. O CBD Trata os Sintomas do Diabetes

Além de todos os benefícios que o óleo de CBD pode oferecer contra os processos que levam ao diabetes, ele também oferece alguns benefícios exclusivos para o tratamento dos sintomas da doença.

Alguns exemplos de sintomas com os quais o CBD pode ajudar incluem:

  • Diminui a dor nos nervos [8]
  • Reduz a ansiedade [9]
  • Previne as condições da pele
  • Acelera a cicatrização (topicamente) [10]
  • Limita o apetite por alimentos doces [11]

Como Usar o Óleo de CBD para o Diabetes

Agora que entendemos como o óleo de CBD pode ajudar as pessoas com diabetes, vamos ver como você pode começar a usá-lo.

Adicionando o CBD a Outras Intervenções

Para começar, é importante lembrar que o óleo de CBD é melhor utilizado juntamente com outras intervenções, especialmente aquelas que envolvem mudanças na dieta e no estilo de vida.

Qualquer pessoa com diabetes deve fazer um esforço concentrado para evitar carboidratos refinados e aumentar o consumo de gorduras e proteínas em sua dieta.

Além disso, exercícios leves a moderados e técnicas de controle do estresse ajudarão muito a adereçar a causa do diabetes e a retardar sua progressão.

Também é importante lembrar que você nunca deve parar de tomar qualquer medicação sem antes consultar seu médico.

O diabetes é um problema complicado e há muitos fatores que devem ser considerados. Um profissional médico treinado vai ser a melhor pessoa com quem conversar sobre suas opções de tratamento.

Dosando o Óleo de CBD para o Diabetes

A dose certa de óleo de CBD é diferente para todos.

O sistema endocanabinoide sobre o qual ele atua é diferente de uma pessoa para a outra.

Por isso, descobrir a dosagem adequada pode ser um processo.

De um modo geral, a dose mais comumente utilizada para diabéticos é entre 2,5 mg e 100 mg de CBD por dia.

Este é um intervalo grande, então a melhor maneira é começar com uma dose baixa e aumentá-la lentamente até que você comece a obter os efeitos desejados.

A maioria das pessoas começa com um equivalente a 1 ou 2 mg e adiciona 4 mg por dia.

Se você notar efeitos colaterais (como fadiga, dificuldade de concentração ou dores de cabeça), então simplesmente reduza a dose para a última que não produziu efeitos colaterais – e fique com ela.

Ao gerenciar o diabetes, é importante tomar o óleo de CBD por longos períodos de tempo para obter os melhores resultados.

Referências

  1. Bodin, J.; Stene, L. C.; e Nygaard, U. C. (2015). Can exposure to environmental chemicals increase the risk of diabetes type 1 development? BioMed Research International, 2015.
  2. Grundy, S. M.; Cleeman, J. I.; Merz, C. N. B.; Brewer, H. B.; Clark, L. T.; Hunninghake, D. B.; … e Comitê de Coordenação do Programa Nacional de Educação sobre Colesterol. (2004). Implications of recent clinical trials for the national cholesterol education program adult treatment panel III guidelines. Journal of the American College of Cardiology, 44(3), 720-732.
  3. Matias, I.; e Di Marzo, V. (2006). Endocannabinoid synthesis and degradation, and their regulation in the framework of energy balance. Journal of endocrinological investigation, 29(3), 15.
  4. Penner, E. A.; Buettner, H.; e Mittleman, M. A. (2013). The impact of marijuana use on glucose, insulin, and insulin resistance among US adults. The American journal of medicine, 126(7), 583-589.
  5. Levendal, R. A.; Schumann, D.; Donath, M.; e Frost, C. L. (2012). Cannabis exposure associated with weight reduction and β-cell protection in an obese rat model. Phytomedicine, 19(7), 575-582.
  6. Migrenne, S.; Lacombe, A.; Lefevre, A. L.; Pruniaux, M. P.; Guillot, E.; Galzin, A. M.; e Magnan, C. (2009). Adiponectin is required to mediate rimonabant-induced improvement of insulin sensitivity but not body weight loss in diet-induced obese mice. American Journal of Physiology-Regulatory, Integrative and Comparative Physiology, 296(4), R929-R935.
  7. Purohit, V.; Rapaka, R.; e Shurtleff, D. (2010). Role of cannabinoids in the development of fatty liver (steatosis). The AAPS Journal, 12(2), 233-237.
  8. Serpell, M.; Ratcliffe, S.; Hovorka, J.; Schofield, M.; Taylor, L.; Lauder, H.; e Ehler, E. (2014). A double‐blind, randomized, placebo‐controlled, parallel group study of THC/CBD spray in peripheral neuropathic pain treatment. European journal of pain, 18(7), 999-1012.
  9. Crippa, J. A. S.; Derenusson, G. N.; Ferrari, T. B.; Wichert-Ana, L.; Duran, F. L.; Martin-Santos, R.; … e Filho, A. S. (2011). Neural basis of anxiolytic effects of cannabidiol (CBD) in generalized social anxiety disorder: a preliminary report.  Journal of Psychopharmacology, 25(1), 121-130.
  10. Wright, K.; Rooney, N.; Feeney, M.; Tate, J.; Robertson, D.; Welham, M.; e Ward, S. (2005). Differential expression of cannabinoid receptors in the human colon: cannabinoids promote epithelial wound healing. Gastroenterology, 129(2), 437-453.
  11. Morgan, C. J.; Freeman, T. P.; Schafer, G. L.; e Curran, H. V. (2010). Cannabidiol attenuates the appetitive effects of Δ 9-tetrahydrocannabinol in humans smoking their chosen cannabis. Neuropsychopharmacology, 35(9), 1879.

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