Baseado em evidências

CBD e Glaucoma: Pesquisa e Compreensão Atual

Por ajudar a diminuir a pressão ocular e promover a saúde no nervo óptico, o CBD vem se tornando uma alternativa viável para tratar os sintomas do glaucoma – uma das doenças oculares com maior prevalência no mundo.

Artigo escrito por
Jodi Allen , postado a 5 dias atrás

O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo, com estimativas de que quase 80 milhões de pessoas terão a doença até o ano 2020 [1].

Frequentemente rotulado como o “ladrão furtivo da visão”, muitas pessoas com glaucoma não são diagnosticadas, levando à perda permanente e irreversível da visão [2].

Ele é caracterizado pelo aumento da pressão no globo ocular e reduzir esta pressão dentro do olho é o único tratamento modificável conhecido neste distúrbio.

Recentemente, pesquisas identificaram a capacidade do canabidiol (CBD) – um componente ativo da planta Cannabis sativa – de ser eficaz no tratamento do glaucoma.

Neste artigo, discutiremos o glaucoma e seus tratamentos atuais, e falaremos das pesquisas atuais sobre o uso do CBD para os sintomas do glaucoma.

  • Tabela de Conteúdo

O que é o Glaucoma?

O nome glaucoma se refere a um grupo de doenças oculares que danificam o nervo óptico na parte de trás do olho. Ele tende a piorar gradualmente ao longo do tempo.

Mais comumente, isso se deve ao aumento da pressão dentro do olho – conhecida como pressão intraocular (PIO).

A frente do olho produz o que é conhecido como “humor aquoso”, um fluido que é drenado do olho continuamente. Se este fluido não circular adequadamente para fora do olho, ele se acumula – causando aumento da pressão dentro do globo ocular.

O glaucoma também pode ser causado por um suprimento insuficiente de sangue para as fibras do nervo óptico ou por uma fraqueza na estrutura do nervo.

Existem Diferentes Tipos de Glaucoma:

A maioria dos casos de glaucoma é devida a PIO, havendo dois tipos mais comuns:

1. Glaucoma de ângulo aberto

Glaucoma de ângulo aberto (GAA) é o tipo mais comum de glaucoma, representando pelo menos 90% de todos os casos diagnosticados [5].

O GAA acontece quando o humor aquoso (o líquido claro que lubrifica e nutre o interior da parte da frente do olho) fica bloqueado e não drena adequadamente. Isso faz com que a pressão no olho aumente, eventualmente danificando o nervo óptico.

Muitas vezes não há sinais de alerta, com perda de visão ocorrendo gradualmente ao longo de vários anos sem dor ou desconforto.

Com a detecção precoce, você pode ajudar a tratar e desacelerar a condição.

2. Glaucoma de ângulo fechado

O glaucoma de ângulo fechado (GAF) é raro e, diferentemente do GAA, nele a pressão ocular pode aumentar rapidamente.

O GAF acontece quando a parte periférica da íris – a parte colorida do olho – fica bloqueada sobre os canais de drenagem. Neste caso, a pupila aumentará demais ou muito rapidamente.

Os sintomas incluem:

  • Visão embaçada
  • Ver “halos” nos olhos sob luz forte
  • Dores de cabeça
  • Náusea
  • Vômito

Nem todos os pacientes com glaucoma terão pressão intraocular elevada, mas o que se descobriu é que para cada mmHg (medida de pressão) de pressão intraocular diminuída, o risco de a doença piorar é reduzido em 10% [6].

Qualquer pessoa pode ter glaucoma, no entanto, algumas pessoas correm mais risco do que outras.

Fatores de Risco para o Glaucoma Incluem:

  • Histórico familiar de glaucoma
  • Diabetes
  • Idades acima de 40 anos
  • Lesões anteriores do olho
  • Hipertensão
  • Pressão alta no olho
  • Miopia ou dificuldade em enxergar de longe

Se você sentir algum dos seguintes sintomas, você deve consultar seu oftalmologista logo que possível.

  • Perda de visão
  • Halos em luzes brilhantes
  • Vermelhidão nos olhos
  • Dor nos olhos
  • Visão embaçada
  • Náuseas e vômitos

É importante lembrar que os sintomas podem variar muito entre os indivíduos; você pode ter alguns ou nenhum dos sintomas mencionados.

É por isso que é importante fazer visitas regulares ao seu oftalmologista para garantir que a condição seja detectada em seus estágios iniciais.

Como o Glaucoma é Detectado?

Como o glaucoma inicialmente causa perda de visão periférica (visão lateral) indetectável para o paciente, exames regulares dos olhos – especialmente após os 40 anos de idade – são essenciais para rastrear o glaucoma e avaliar se mais exames são necessários.

Um exame de glaucoma geralmente inclui o seguinte:

  • Verificação do nervo óptico com um oftalmoscópio
  • Verificação da pressão ocular (tonometria)
  • Avaliação do campo visual, se necessário – isso testa a sensibilidade da visão lateral, onde o glaucoma se inicia.

Tratamentos Padrão para o Glaucoma

A maioria dos tratamentos para o glaucoma de ângulo aberto visa baixar e controlar a pressão ocular ou diminuir a produção de fluido. O tratamento mais comum é feito com colírios especializados e um oftalmologista normalmente decidirá qual tratamento, ou combinação de terapias, de ser utilizado. Algumas opções são:

1. Colírios

Constituem a forma de tratamento inicial mais comum e são classificados de acordo com seu ingrediente químico ativo. Estes incluem: prostaglandinas, betabloqueadores, alfa-agonistas e inibidores da Rho quinase.

Efeitos colaterais dos colírios
  • Os colírios que contêm prostaglandinas podem causar ardência, queimação e alteração da cor dos olhos.
  • Os colírios à base de alfa-agonistas podem causar queimação, ardência, fadiga, dor de cabeça e sonolência.
  • Medicamentos betabloqueadores usados em uma variedade de colírios de glaucoma podem causar redução da frequência cardíaca e efeitos colaterais adversos em indivíduos com problemas cardíacos e pulmonares (como enfisema), depressão e diabetes.

2. Medicamentos orais

Os medicamentos como os Inibidores da Anidrase Carbónica (IACs) podem ser usados em conjunto com os colírios.

Os IACs podem causar efeitos colaterais sistêmicos, como miopia transitória (dificuldade em enxergar de longe), micção frequente, formigamento das extremidades e tontura.

3. Laser (trabeculoplastia a laser)

Os tratamentos a laser são realizados se os colírios não conseguirem controlar a deterioração da visão. Os efeitos do tratamento com laser muitas vezes não são permanentes e muitos pacientes precisarão retornar aos medicamentos.

Efeitos colaterais da trabeculoplastia a laser
  • Efeitos colaterais leves incluem dor, vermelhidão e visão embaçada.
  • Pressão ocular elevada – em alguns casos, a pressão ocular pode aumentar após o procedimento. Este aumento na pressão ocular costuma ser temporário e pode ser tratado com colírios adicionais ou medicamentos orais. Muito raramente, este aumento na pressão ocular pode persistir e exigir que procedimentos cirúrgicos mais invasivos sejam realizados.
  • Sinequia anterior periférica – adesão da íris à córnea.
  • Inflamação e inchaço – em casos raros, a trabeculoplastia a laser pode levar a inflamação persistente no interior do olho. Esta é uma complicação potencialmente grave que pode levar a outros problemas no olho.

4. Cirurgia (trabeculectomia)

Uma cirurgia é realizada se colírios, medicamentos ou laser falharem no controle da pressão ocular. A cirurgia pode ser eficaz, no entanto, existem riscos envolvidos.

Efeitos colaterais da cirurgia
  • Infecção pós-operatória
  • Pálpebras caídas
  • Visão dupla
  • Inchaço
  • Sangramento
  • Desenvolvimento de um orifício perto do local da cirurgia
  • Cicatrizes
  • Baixa PIO (hipotonia)

Em casos graves, algumas pessoas experimentam:

  • Hemorragia dentro do olho afetado
  • Descolamento da coroide
  • Perda da visão
  • Perda do próprio olho

Enquanto essas opções de tratamento podem ajudar a reduzir a PIO, elas não vão impedir a perda de campo visual, uma perspectiva muito assustadora.

Com isso em mente, novas estratégias de tratamento são necessárias para reduzir a morte de células no olho e a cegueira.

Como o CBD Ajuda com o Glaucoma?

Pessoas com glaucoma têm usado a maconha medicinal há décadas para ajudar a aliviar os sintomas.

Estudos realizados na década de 1970 descobriram que fumar maconha pode de fato diminuir a PIO, mas por uma duração curta de apenas três a quatro horas por vez.

Se você tem glaucoma, é importante manter uma pressão ocular baixa 24 horas por dia, portanto fumar maconha várias vezes ao dia não é uma solução muito prática.

A utilização de óleos de CBD para o glaucoma é muito diferente de fumar maconha.

Veja como o CBD na forma de óleo pode ajudar.

O CBD tem duas vantagens chave: [7,8]

  1. Reduz a pressão intraocular
  2. Suporta a saúde do nervo óptico

Então, o que isso significa exatamente?

Os dois principais canabinoides encontrados na cannabis, o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD), são ambos compostos que influenciam o sistema endocanabinoide (SEC) do corpo, mas têm efeitos muito diferentes.

Agora, quando as pessoas falam sobre maconha – a gíria para a planta de cannabis – elas geralmente pensam nos efeitos do THC, que é a parte da planta de cannabis que nos dá as sensações eufóricas ou de estar “viajando”. Ele também tem outros efeitos colaterais, como tontura, perda de coordenação, ansiedade, paranoia e aumento da frequência cardíaca.

Pesquisas recentes e excitantes agora estão descobrindo que o CBD é um tratamento seguro para o glaucoma, porque ele atua no SEC – que é encontrado na maioria dos tecidos do olho.

É aqui que a coisa fica realmente interessante.

1. O CBD reduz a pressão intraocular

Em poucas palavras – existem dois tipos de receptores no SEC, conhecidos como receptores CB1 e CB2, que os canabinoides têm como alvo.

Acredita-se que exista uma alta concentração de receptores canabinoides do tipo CB1 no olho.

No glaucoma, os canabinoides ativam estes receptores nas vias responsáveis tanto pela entrada quanto pela saída do humor aquoso – o fluido ocular [9].

2. O CBD é neuroprotetor – apoiando a saúde do nervo óptico

O que queremos dizer com neuroproteção?

Com o glaucoma, a redução da pressão intraocular nem sempre é suficiente para evitar a perda da visão.

Algo conhecido como neurotoxicidade induzida pelo glutamato também parece desempenhar um papel significativo no glaucoma.

Os afetados tendem a ter um nível elevado de glutamato – o principal neurotransmissor encontrado no olho. O excesso de glutamato se acumula nas células ganglionares da retina e danifica os neurônios.

Novas pesquisas descobriram que o CBD pode proteger contra essa morte celular induzida pelo glutamato [9].

Isso é importante porque uma das principais consequências a longo prazo do glaucoma é a lesão do nervo óptico. O CBD pode ajudar a reduzir o impacto deste processo nas fibras nervosas ópticas.

O CBD Pode Ajudar com os Fatores de Risco que Causam o Glaucoma

1. CBD e pressão alta

O óleo de CBD é uma forma segura e natural de reduzir a pressão arterial e controlar o estresse devido aos seus efeitos ansiolíticos e analgésicos [10].

O CBD atua como um vasodilatador, o que significa que ele permite que o sangue flua mais livremente, relaxando as células musculares lisas dentro dos vasos sanguíneos e aliviando a pressão colocada nas artérias.

2. CBD e diabetes

O diabetes é um dos principais fatores de risco de dois tipos específicos de glaucoma: o glaucoma de ângulo aberto (mencionado acima) e o glaucoma neovascular.

Existem várias teorias para explicar esta relação entre as duas condições, incluindo processos como inflamação no olho, morte de células da retina graças aos altos níveis de açúcar no sangue e o desenvolvimento de vasos sanguíneos disfuncionais no olho.

A inflamação crônica proveniente da resistência à insulina é um fator chave para o diabetes tipo 2. Pesquisadores descobriram que as propriedades anti-inflamatórias do CBD tratam esta inflamação, melhorando o metabolismo e o controle glicêmico do corpo [11].

O que isso significa?

Que o CBD pode reduzir a inflamação que leva ao diabetes, consequentement diminuindo o risco de glaucoma associado a ele.

3. CBD e inflamação

Os canabinóides são agentes anti-inflamatórios e imunossupressores muito poderosos – devido, em grande parte, às suas interações com o SEC.

Eles fazem isso ao encorajar a apoptose, inibir a proliferação celular e suprimir citocinas inflamatórias [12].

O que isso significa?

Simplificando, o CBD pode ajudar a reduzir a inflamação e regular o sistema imunológico. 

Como Usar o Óleo de CBD para o Glaucoma

A chave é começar de baixo e ir devagar.

Existem diferentes métodos para tratar o glaucoma com o CBD. Você pode experimentar colírios tópicos ou tomá-lo na forma de gotas orais, pastas, cápsulas ou em chá ou pastilhas. As concentrações variam muito entre os produtos e preparações.

Como somos todos diferentes, a dosagem irá variar de acordo com cada indivíduo. Nós recomendamos começar com uma pequena dose, como 25 mg por dia, e ver como você reage.

Como cada pessoa responde ao óleo de CBD de maneira diferente, algumas tentativas e erros podem ser necessários para obter a dose certa para você.

Mantenha um diário de dosagens, horários e quaisquer sintomas. Isso te ajudará a encontrar sua dose pessoal ótima.

É importante lembrar que doses mais altas (> 40 mg) de CBD podem aumentar a PIO. Então é extremamente importante ler o rótulo do produto que você está usando.

Use o óleo de CBD, não fume maconha. Fumar maconha no longo prazo não é recomendado como tratamento para o glaucoma devido ao seu efeito de curta duração.

O Óleo de CBD é Seguro?

Não é possível ter uma overdose de CBD.

No entanto, a qualidade conta.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o óleo de CBD, em seu estado puro, não causa danos nem tem o potencial para abuso, mesmo em doses altas [13].

A pesquisa que discutimos aqui é baseada no uso de CBD de alta qualidade. É importante garantir que você está usando um produto CBD de alta qualidade, livre de contaminantes e aditivos artificiais.

Veredito Final: Usando o CBD para o Glaucoma

Como você pode ver, estas novas descobertas em pesquisa estão levando a uma maior compreensão de como o CBD funciona e de como ele pode ser uma estratégia eficaz de tratamento para pessoas com glaucoma.

Precisamos sim de mais pesquisas recentes confirmando o uso do CBD no tratamento do glaucoma, mas ele certamente está se mostrando um tratamento promissor e seguro na redução dos fatores de risco que levam a esta condição.

Referências

  1. Tham, Y .C.; Li, X.; Wong, T. Y.; Quigley, H. A.; Aung, T.; e Cheng, C. Y. (Novembro, 2014). Global prevalence of glaucoma and projections of glaucoma burden through 2040: A systematic review and meta-analysis. Ophthalmology. Elsevier. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.ophtha.2014.05.013
  2. Glaucoma Treatment, Symptoms & Diagnosis. (n.d.) Disponível em: https://www.lei.org.au/services/eye-health-information/glaucoma/. Acesso em 12 de dezembro de 2018.
  3. Blessing, E. M.; Steenkamp, M. M.; Manzanares, J.; e Marmar, C. R. (Outubro, 2015). Cannabidiol as a Potential Treatment for Anxiety Disorders. Neurotherapeutics. Springer. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s13311-015-0387-1
  4. Russo, E. B.; Guy, G. W.; e Robson, P. J. (Agosto, 2007). Cannabis, pain, and sleep: Lessons from therapeutic clinical trials of sativexρ, a cannabis-based medicine. Chemistry and Biodiversity. Wiley-Blackwell. Disponível em: https://doi.org/10.1002/cbdv.200790150
  5. Types of Glaucoma | Glaucoma Research Foundation. (n.d.) Disponível em: https://www.glaucoma.org/glaucoma/types-of-glaucoma.php. Acesso em 13 de dezembro de 2018.
  6. Cairns, E. A.; Baldridge, W. H.; e Kelly, M. E. M. (Janeiro, 2016). The Endocannabinoid System as a Therapeutic Target in Glaucoma. Neural Plasticity. Hindawi. Disponível em: https://doi.org/10.1155/2016/9364091
  7. Panahi, Y.; Manayi, A.; Nikan, M.; e Vazirian, M. (2017). The arguments for and against cannabinoids application in glaucomatous retinopathy. Biomedicine & Pharmacotherapy, 86, 620-627. https://doi.org/10.1016/J.BIOPHA.2016.11.106
  8. Rapino, C.; Tortolani, D.; Scipioni, L.; e Maccarrone, M. (2017). Neuroprotection by (endo)cannabinoids in glaucoma and retinal neurodegenerative diseases. Current Neuropharmacology, 15(7), 959-970. Disponível em: https://doi.org/10.2174/1570159X15666170724104305
  9. Kokona, D., Georgiou, P. C., Kounenidakis, M., Kiagiadaki, F. e Thermos, K. (2016). Endogenous and Synthetic Cannabinoids as Therapeutics in Retinal Disease. Neural Plasticity, 2016, 8373020. Disponível em: https://doi.org/10.1155/2016/8373020
  10. Jadoon, K. A.; Tan, G. D.; e O’Sullivan, S. E. (2017). A single dose of cannabidiol reduces blood pressure in healthy volunteers in a randomized crossover study. JCI Insight, 2(12). Disponível em: https://doi.org/10.1172/jci.insight.93760
  11. Horváth, B.; Mukhopadhyay, P.; Haskó, G.; e Pacher, P. (2012). The endocannabinoid system and plant-derived cannabinoids in diabetes and diabetic complications. The American Journal of Pathology, 180(2), 432-42. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.ajpath.2011.11.003
  12. Mecha, M.; Feliú, A.; Iñigo, P.M.; Mestre, L.; Carrillo-Salinas, F.J.; e Guaza, C. (2013). Cannabidiol provides long-lasting protection against the deleterious effects of inflammation in a viral model of multiple sclerosis: A role for A2A receptors. Neurobiology of Disease, 59, 141-150. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.nbd.2013.06.016
  13. Organização Mundial da Saúde. (2017). WHO | Cannabidiol (compound of cannabis). OMS. Disponível em: http://www.who.int/features/qa/cannabidiol/en/

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